Opiniões de 4 especialistas sobre a educação infantil no século XXI

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Nós já falamos aqui no blog sobre as principais tendências na área da educação infantil para os próximos anos, ideias essas que já estão sendo amplamente debatidas mundo afora, inclusive aqui no Brasil (você pode conferir um link da matéria no final desse post).

Afinal de contas, a maneira como ensinamos no século passado não deve continuar sendo a mesma, visto que hoje a geração atual e as futuras gerações estão cada vez mais integradas à tecnologia e a necessidade de um ensino personalizado tem se tornado bem evidente.

Por isso, no post de hoje separamos as opiniões de 4 especialistas sobre esse assunto para você tirar as suas conclusões. No final do texto, deixe a sua opinião e conte a sua experiência para nós sobre esse tema.

1. A educação infantil deve olhar as potencialidades da criança

Essa é a opinião de Ana Claudia Arruda Leite, que é assessora da área de Educação e Cultura da Infância do Instituto Alana, que é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

Em recente entrevista ao site da Agência Brasil, a pedagoga opinou que a escola tem o papel de se fortalecer como um espaço de convivência e de leitura crítica e criativa do mundo.

“A escola deve ser um espaço autoral, e tudo o que é autoral exige um tempo maior de entrega e envolvimento. Não apenas para o aluno, mas também para o professor. Como construir um projeto político-pedagógico sem conhecer o entorno, as diferentes culturas que estão dentro da escola ou mesmo os próprios colegas de profissão?”, opinou.  

2. O currículo de ensino deve conter habilidades cognitivas e não-cognitivas

Para Eládio Heredero, doutor em educação pela Universidade de Alcalá (Espanha), um currículo para o século XXI deve reunir em uma mesma base curricular as habilidades cognitivas e não-cognitivas, tais como o pensamento crítico, a criatividade, a colaboração e a comunicação.

Esse pensamento foi compartilhado pelo professor durante o Seminário de Política Educacional, organizado em 2013 pelo Instituto Ayrton Senna. Para ele, até mesmo o conceito de felicidade deveria fazer parte dos indicadores curriculares:

“Conhecimento e valores como a ética, por exemplo, devem estar dentro do mesmo currículo”.

Ainda sobre o mesmo tema, em entrevista ao Jornal GGN, a reitora da Universidade Metropolitana de Santos, Marinês Fine, complementa o assunto dizendo que a escola pode ser um espaço privilegiado de desenvolvimento de competências não cognitivas:

“Embora haja aí um caminho de discussão, estamos falando de características de comportamento dos nossos alunos, que têm na escola um palco privilegiado para serem convidados a pensar e desenvolver valores como disciplina, responsabilidade, sociabilidade, estabilidade emocional, cooperação e aberturas a novas experiências”.

3. O Jardim de Infância como modelo de educação infantil e tecnologia

Em recente entrevista ao site Nova Escola, Mitchel Resnick, pesquisador do Massachussetts Institute of Technology (MIT), afirmou que é no jardim de infância que os pequenos deveriam ter seus primeiros contatos com a tecnologia e a linguagem da programação, que, segundo ele, será um grande requisito para o futuro do trabalho.

Junto com um grupo de pesquisadores alocados no laboratório do MIT, o objetivo é pensar a educação criativa aliada a um uso engajado da tecnologia. Para isso, foi criado o projeto Lifelong Kindergarten (“Jardim de Infância pela Vida Toda”).

“As crianças precisam aprender como criar novas soluções para os problemas que vão enfrentar ao longo da vida. Nós nos inspiramos por este modelo porque pensamos que o jardim da infância tradicional é um bom começo para desenvolver e nos ajudar a criar melhores pensadores”.

Resnick e sua equipe estão desenvolvendo um software de educação, batizado como Scratch, que se utiliza de blocos lógicos e itens de som e imagem, para que as crianças sejam capazes de juntar pedaços de filmes, animações, sons e música para criarem suas histórias de maneira interativa e divertida, para que aos poucos elas sejam introduzidas na linguagem da programação.

“Infelizmente, não é isso que acontece com a maioria das crianças. Depois do jardim da infância, os alunos gastam muito tempo sentados em cadeiras, preenchendo formulários, apenas ouvindo as aulas”.

E você? O que achou das opiniões dos especialistas sobre a educação infantil no século XXI? Será que estamos muito longe dessa transformação na atual forma de ensino?

Para complementar esse assunto, separamos um post sobre as principais tendências em educação infantil para os próximos anos. Fique por dentro e até a próxima!

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